Refutação dos factos deturpados do discurso do Ministro das relações exteriores da Ucrânia, publicado no jornal angolano "OPais" no dia 20 de Fevereiro de 2019, feita pela Embaixada - DIscursos, Artigos, Entrevistas
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Refutação dos factos deturpados do discurso do Ministro das relações exteriores da Ucrânia, publicado no jornal angolano "OPais" no dia 20 de Fevereiro de 2019, feita pela Embaixada
Um estado que não é capaz de desenvolver a sua própria economia, assegurar o bem-estar do seu povo e resolver o vasto leque de problemas internos recorre à campanha da difamação doutros países perante os olhos da comunidade internacional empregando para tais fins a informação infundada, deturpada e até totalmente falsa.
Na qualidade do argumento principal a Ucrânia aduziu a sua afirmação de sempre: como se a Federação da Rússia “ocupasse ilegalmente”, “anexasse” ou “se apossasse” da península da Crimeia em 2014. Na verdade, a realidade era diferente. O que aconteceu em 2014, não foi nenhuma invasão do Estado Russo por sua própria vontade, mas foi o desejo do povo da Península numa situação de verdadeiro golpe de Estado na capital da Ucrânia – Kiev. Foi a decisão do próprio povo e das autoridades locais, que sem nenhuma pressão externa que seja da Rússia ou de outra parte, gozando do direito de Autodeterminação dos Povos reservado na Carta da ONU, convocaram o referendo para escolher uma das duas possibilidades: continuar a ser uma parte integrante do Estado Ucraniano ou aderir-se à Federação da Rússia. Como resultado no referendo tomaram parte mais de 80% da população da Península, da qual 93% manifestaram a vontade em prol da Rússia. Há que assinalar que todas as acusações sobre falta de transparência são totalmente infundadas porque o referendo não foi realizado “às escondidas”. Pelo contrário, outros países e as organizações internacionais foram convidados como observadores para o referendo.
Outra afirmação defendida pelo Ministro ucraniano e os meios de comunicação ucranianos em geral é a tese de alegadas violações dos direitos dos tártaros da Crimeia. Esta afirmação é totalmente gratuita. Os tártaros da Crimeia não foram descriminados pelas autoridades russas nem no século XVIII, pelo contrário gozaram de certos privilégios: a aristocracia tártara obteve os mesmos direitos da aristocracia russa e os camponeses tártaros foram isentos da servidão. Para todos os súbditos da etnia tártara foi garantida e depois de facto respeitada a liberdade religiosa.
Com a entrada da Crimeia na Rússia em 2014 o povo tártaro, cujo número segundo os dados para o ano 2018 atingiu 232 mil pessoas, recebeu o apoio total das autoridades da Federação da Rússia. Embora nos meios ucranianos circulam os boatos sobre o êxodo da população tártaro, esta informação não corresponde à realidade. Os tártaros são representados em todos os níveis da governação, quer no nível local, quer no nível federal. Nos últimos 5 anos foi formada a autonomia nacional deste povo.
A língua tártara foi reconhecida na qualidade de uma das línguas oficiais e junto com a cultura está promovido pelo Governo Russo. Existem mais de 30 organizações sociais do povo tártara na Península, centros culturas e 15 escolas étnicas, nas quais todo o ensino é realizado na língua tártara. Funcionam também os canais de TV e jornais na língua étnica.
O apoio do Estado aos projetos da Crimeia consta com mais de 11 mil milhões de dólares americanos. Principalmente são as iniciativas público-culturais para os tártaros da Crimeia. Nessa soma incluem-se 154 milhões de dólares americanos para lançamento da literatura nacional na língua tártara.
Depois de virar uma parte constituinte da Federação da Rússia, a República da Crimeia tem registado avanços significativos em economia, infraestruturas, setor social e bem-estar da população em geral. Nos últimos cinco anos os salários tem aumentado 60 por cento, as pensões – mas de duas vezes. Diminuiu várias vezes o nível de desemprego.
Em 2014 no território da Península foi estabelecido o regime da zona econômica livre, o que favoreceu o fluxo de investimentos para a Crimeia 13 vezes. Têm sido realizados os grandes projetos da infraestrutura: em 2018 foi aberto a ponte que liga a Península com a Rússia continental através do estreito de Kerch. Está a ser recuperada uma rede de rodovias existentes em todo o território da Península e até 2020 será lançada na íntegra a nova autoestrada moderna “Tavrida”. Em 2018 foram arrancados dois centrais elétricas com capacidade de 470 MW cada um que asseguram a autossuficiência da península em energia. A agricultura da Península graças à afluência dos capitais tem vivido o momento de auge, batendo os recordes de produção de cereais e carnes de aves em 2017.
A pesar da pressão internacional a península da Crimeia não ficou isolada de todo o mundo e com êxito tem estreitado os laços com muitos países estrangeiros, inclusive aqueles do Ocidente. Só às margens do IV Fórum Internacional Econômico de Ialta decorrido em 2018 foram assinados 70 memorandos de entendimento e acordos, alguns deles com os países da União Europeia, tais como Itália e Grécia, cujo valor ronda os 2,5 mil milhões de dólares. A pesar das sanções impostas contra a República da Crimeia, a Península tem o grande nível de trocas comercias com vários países: China, Turquia, Itália, Sérvia, Índia.